
No último sábado (12), a equipe do Grupo Avistar Engenharia participou de uma ação de comunicação socioambiental realizada pela CASAN no bairro Monte Verde, em Florianópolis. Realizada junto à Feira de Orgânicos da região, a ação aproximou a equipe de supervisão ambiental da comunidade. O encontro foi uma oportunidade para esclarecer dúvidas sobre a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) Saco Grande e orientar os moradores sobre as próximas etapas do projeto.
A ação contou com a participação das biólogas Cecília Pereira e Myrna Hornke, do Grupo Avistar Engenharia, que atuam na supervisão ambiental das obras relacionadas à implantação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Insular, em Florianópolis (SC).
Em meio à movimentação da feira, surgiu espaço para uma conversa que também diz respeito ao cotidiano da comunidade: o saneamento. Moradores puderam compartilhar dúvidas, preocupações e percepções sobre as obras, além de buscar informações sobre as futuras ligações dos imóveis à rede de esgotamento sanitário.
Informação também é parte do trabalho ambiental
Durante a atividade, um dos principais assuntos abordados foi a importância de compreender o momento adequado e a forma correta de realizar as ligações domiciliares ao sistema. Também foram discutidas questões relacionadas às ligações irregulares de esgoto e os impactos ambientais e sociais provocados pelo lançamento inadequado de efluentes.
Para a bióloga Cecília Pereira, a realização da Tenda de Informações surgiu justamente da necessidade de ampliar o diálogo com a comunidade. “Como recebemos muitas dúvidas pelos canais de comunicação, principalmente relacionadas ao momento e à forma correta de realizar a ligação dos imóveis à rede de esgotamento sanitário, entendemos que estar presencialmente no bairro seria uma oportunidade importante para conversar diretamente com os moradores”, disse.
A presença da equipe também permitiu compreender melhor as dúvidas que permanecem entre os moradores. Segundo Cecília, foram coletadas informações sobre as principais questões relacionadas à implantação da rede, incluindo dúvidas sobre as futuras ligações dos imóveis e os prazos envolvidos.
Esse processo de escuta também aproximou a equipe de representantes da comunidade. Lideranças de associações locais participaram das conversas e contribuíram para ampliar o entendimento sobre as demandas da região. A partir desses contatos, a proposta é dar continuidade ao diálogo em outros espaços, como centros comunitários e reuniões de associações.

Saneamento, meio ambiente e qualidade de vida
A implantação de um sistema de esgotamento sanitário representa uma transformação importante para a infraestrutura urbana e para as condições ambientais de uma região. Ao mesmo tempo, obras dessa dimensão modificam temporariamente a rotina das comunidades diretamente envolvidas.
Para Myrna Hornke, esse aspecto torna o diálogo especialmente importante. O contato presencial permite que os moradores compreendam melhor os motivos dos impactos cotidianos provocados pela obra e, principalmente, sua relação com os benefícios que o sistema deverá proporcionar. “A obra vai trazer um benefício muito grande para a comunidade, que é o saneamento básico. Mas é difícil para os moradores compreenderem que os transtornos provocados pela implantação são temporários”, frisou.
Segundo a bióloga, estabelecer esse contato direto contribui para explicar por que determinadas intervenções estão acontecendo e para contextualizar os impactos temporários provocados pela implantação da infraestrutura.
Supervisão ambiental vai além do acompanhamento da obra
A participação da equipe do Grupo Avistar Engenharia em ações como essa demonstra uma dimensão importante da supervisão ambiental: acompanhar uma obra também significa compreender sua relação com as pessoas que vivem nele.
Em empreendimentos de infraestrutura sanitária, o componente ambiental não está restrito apenas aos aspectos técnicos da execução. A comunicação com a comunidade, a identificação de dúvidas, a orientação sobre procedimentos e a compreensão das percepções dos moradores também contribuem para uma relação mais transparente entre obra e população.
No caso do SES Saco Grande, esse diálogo ganha ainda mais relevância à medida que a implantação do sistema avança e novas etapas passam a fazer parte da rotina dos moradores.
Para o Grupo Avistar Engenharia, atuar na supervisão ambiental significa acompanhar esses diferentes aspectos com atenção técnica, mas também reconhecer que cada intervenção acontece em um espaço ocupado por pessoas, relações e diferentes formas de perceber as transformações no ambiente.
A ação na Feira de Orgânicos de Monte Verde deixa, assim, um resultado que vai além das informações compartilhadas naquele sábado: um canal de diálogo que pode continuar sendo construído entre os profissionais envolvidos na obra e a comunidade.

























































